segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

 

O Governo do Piauí pagará, a partir de março, o auxílio emergencial no valor de R$ 200 mensais para cerca de 8 mil famílias piauienses que vivem em extrema pobreza. O repasse será feito por seis meses. Enquanto isso, aqui no Maranhão o governador gasta 1 milhão e meio de reais para construir "motel" para detentos.

 

 


 

De acordo com a governadora do Piauí em exercício, Regina Sousa (foto acima), o governo vai entregar um cartão para as famílias que receberão o auxílio. “O cartão é para as pessoas que não recebem nenhum benefício do governo federal. Quem recebe o Bolsa Família, por exemplo, não será contemplado. O objetivo é incluir aquelas pessoas que chamamos de invisíveis dentro dos programas sociais do governo federal”, explicou a gestora.

 

Para tanto, está sendo realizada uma busca ativa para avaliar a real situação das famílias. “Vamos garantir o auxílio até que a Secretaria de Estado da Assistência Social, Trabalho e Direitos Humanos (Sasc) consiga inserir essas pessoas em programas do governo federal. Elas já estão no cadastro, mas não recebem nada. Estamos realizando uma busca ativa para encontrar essas pessoas e provavelmente a quantidade de cidadãos que se incluam no perfil de extrema pobreza deve chegar a 8 mil”, disse Regina Sousa.

 

A governadora ainda diz que o governo federal deve auxiliar essas pessoas que entraram na extrema pobreza por conta da pandemia do novo coronavírus e, caso não o faça, o Governo do Estado entrará com o auxílio, que substituirá a entrega de cestas básicas.

 

Busca Ativa

 

O Busca Ativa é um programa da Sasc, em parceria com a Vice-Governadoria do Estado, e faz parte do programa PRO Social. A iniciativa visa, prioritariamente, ao treinamento de equipes técnicas de 45 municípios para identificação de famílias em situação de extrema pobreza e que ainda se encontram fora dos programas de transferência de renda.

 

A superintendente de Direitos Humanos da Sasc, Janaina Mapurunga, explica a importância de buscar essas famílias. “São famílias extremamente pobres, que estão no Cadastro Único, do governo federal, mas que não são beneficiadas nem com o Bolsa Família, nem com o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e nem com o auxílio emergencial. As equipes estão sendo treinadas para fazer a identificação das famílias e também para preenchimento de um questionário próprio do programa Buscas Ativa”, afirma a gestora.

 

A visita domiciliar é um ponto crucial na identificação das famílias para o Programa Busca Ativa, pois tem como objetivo maior a inclusão dessas em programas sociais estaduais e municipais”, reforça a superintendente. Os treinamentos continuam até a conclusão dos 45 municípios prioritários.

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