segunda-feira, 15 de junho de 2020
Lilian de Oliveira desembarcou no Aeroporto de Goiânia e desapareceu logo em seguida — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

 Segundo delegado, Lilian de Oliveira foi morta a mando de um ex-amante, que se sentia 'feito de bobo' por ela já estar com outra relação. Ela foi vista pela última vez ao sair do aeroporto de Goiânia, após chegar da Colômbia.

A Polícia Civil anunciou, nesta segunda-feira (15), que concluiu as investigações do caso de Lilian de Oliveira, de 40 anos, que sumiu após desembarcar no aeroporto de Goiânia. De acordo com a corporação, ela foi assassinada, teve o corpo carbonizado e jogado dentro da fornalha de um laticínio, pertencente a um dos suspeitos do crime. Ele e um comparsa estão presos. Uma mulher também é investigada.

Segundo as investigações, o laticínio pertence a Jucelino Pinto Fonseca, apontado como mandante do crime. Segundo a polícia, ele manteve um relacionamento extraconjugal com a vítima e se sentia “feito de bobo” por ela já estar com outra relação. Conforme a investigação, o empresário perdoaria uma dívida de R$ 20 mil do amigo Ronaldo Rodrigues Ferreira, desde que ele matasse Lilian.

O delegado Thiago Martimiano, responsável pelo caso, disse que Ronaldo confessou ter assassinado a vítima com uma marretada na cabeça e que, em seguida, com o auxílio de Jucelino, queimou o corpo.

"Os objeto pessoais foram todos queimados. Depois, tiraram as cinzas, colocaram em um carrinho e descartaram no mesmo local onde são descartadas as cinzas do laticínio. É impossível [localizar os restos mortais]", disse o delegado.

De acordo com a polícia, Jucelino e Ronaldo foram indiciados pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O delegado diz existem várias qualificadoras no indiciamento de homicídio, entre elas a de motivo torpe, sem chance de defesa a vítima e mediante pagamento ou promessa de recompensa.


Anteriormente, o escritório Siffermann e Rocha Advogados Associados representava os dois presos. Mas, no domingo (14), a defesa enviou um posicionamento dizendo que trabalha somente para Juscelino e que só vai se manifestar após a conclusão da investigação "em respeito ao sigilo decretado nos autos" (veja a íntegra ao final do texto).

A partir de agora, Divino Diogo Leite é o responsável pela defesa de Ronaldo. Apesar de o delegado afirmar que ele confessou o crime, em nota enviada ao G1, o advogado alegou que o cliente não cometeu o homicídio e entregou a vítima viva ao Jucelino.

O Crime


Lilian desapareceu no dia 13 de fevereiro, após voltar da Colômbia, onde estava morando, e desembarcar em Goiânia. Uma câmera de segurança registrou quando ela entra em um carro após sair do saguão do aeroporto. Depois disto, ela não foi mais vista.

Ronaldo é o motorista do veículo visto buscando Lilian. Em depoimento, o homem explicou como cometeu o crime.

"Entre Goiânia e Bela Vista, a Lilian dormiu por causa da viagem. Ele parou o carro e desferiu um golpe de marreta na cabeça dela. Ela desfaleceu. Ele já tinha combinado com o Jucelino de que ia levar o corpo ao laticínio", afirma.


Ronaldo afirmou à polícia que Lilian morreu logo após o golpe. Em seguida, ele parou o carro em um lixão, pois, segundo o delegado, havia combinado com Jucelino que só levaria o corpo para o laticínio mais tarde, quando o expediente já tivesse sido encerrado.

Segundo polícia, Lilian foi queimada e teve o corpo jogado em fornalha — Foto: Polícia Civil/Divulgação
Uma mulher, que era babá da filha de Lilian, é suspeita de intermediar a viagem, bem como planejar a logística do crime. Ela é investigada junto aos dois indiciados e não foi presa. O G1 não conseguiu localizar a defesa dela.


Jucelino Pinto Fonseca foi preso suspeito de envolvimento na morte de Lilian de Oliveira — Foto: Polícia Civil/Divulgação

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